27Dani04.htm 56:38 27-Daniel Capítulo : 4

Capitulos: introdução(00), 01, 02, 03, 04, 05, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, Introdução da Biblia.

27-Daniel Capitulo : 4

1 Nabucodonozor rei, a todos os povos, nações, e linguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.

2 Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altissimo, tem feito para comigo.

3 Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino e um reino sempiterno, e o seu dominio de geração em geração.

4 Eu, Nabucodonozor, estava sossegado em minha casa, e prospero no meu palacio.

5 Tive um sonho que me espantou; e estando eu na minha cama, os pensamentos e as visões da minha cabeça me perturbaram.

6 Portanto expedi um decreto, que fossem introduzidos à minha presença todos os sabios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.

7 Então entraram os magos, os encantadores, os caldeus, e os adivinhadores, e lhes contei o sonho; mas não me fizeram saber a interpretação do mesmo.

8 Por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome e Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual ha o espirito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo:

9 O Beltessazar, chefe dos magos, porquanto eu sei que ha em ti o espirito dos deuses santos, e nenhum misterio te e dificil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.

10 Eram assim as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu olhava, e eis uma arvore no meio da terra, e grande era a sua altura;

11 crescia a arvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava ate o ceu, e era vista ate os confins da terra.

12 A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do ceu faziam morada nos seus ramos, e dela se mantinha toda a carne.

13 Eu via isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que um vigia, um santo, descia do ceu.

14 Ele clamou em alta voz e disse assim: Derrubai a arvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.

15 Contudo deixai na terra o tronco com as suas raizes, numa cinta de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do ceu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra.

16 Seja mudada a sua mente, para que não seja mais a de homem, e lhe seja dada mente de animal; e passem sobre ele sete tempos.

17 Esta sentença e por decreto dos vigias, e por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altissimo tem dominio sobre o reino dos homens, e o da a quem quer, e ate o mais humilde dos homens constitui sobre eles.

18 Este sonho eu, rei Nabucodonozor, o vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação; porquanto todos os sabios do meu reino não puderam fazer-me saber a interpretação; mas tu podes; pois ha em ti o espirito dos deuses santos.

19 Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atônito por algum tempo, e os seus pensamentos o perturbaram. Falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, e disse: Senhor meu, seja o sonho para os que te odeiam, e a sua interpretação para os teus inimigos:

20 A arvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava ate o ceu, e que era vista por toda a terra;

21 cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual os animais do campo achavam sombra, e em cujos ramos habitavam as aves do ceu;

22 es ,tu, o rei, que cresceste, e te fizeste forte; pois a tua grandeza cresceu, e chegou ate o ceu, e o teu dominio ate a extremidade da terra.

23 E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do ceu, e que dizia: Cortai a arvore, e destrui-a; contudo deixai na terra o tronco com as suas raizes, numa cinta de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do ceu, e seja a sua porção com os animais do campo, ate que passem sobre ele sete tempos;

24 esta e a interpretação, o rei e o decreto do Altissimo, que e vindo sobre o rei, meu senhor:

25 seras expulso do meio dos homens, e a tua morada sera com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e seras molhado do orvalho do ceu, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; ate que conheças que o Altissimo tem dominio sobre o reino dos homens, e o da a quem quer.

26 E quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raizes da arvore, o teu reino voltara para ti, depois que tiveres conhecido que o ceu reina.

27 Portanto, o rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericordia com os pobres, se, porventura, se prolongar a tua tranqüilidade.

28 Tudo isso veio sobre o rei Nabucodonozor.

29 Ao cabo de doze meses, quando passeava sobre o palacio real de Babilônia,

30 falou o rei, e disse: Não e esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a morada real, pela força do meu poder, e para a gloria da minha majestade?

31 Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do ceu: A ti se diz, o rei Nabucodonozor: Passou de ti o reino.

32 E seras expulso do meio dos homens, e a tua morada sera com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, ate que conheças que o Altissimo tem dominio sobre o reino dos homens, e o da a quem quer.

33 Na mesma hora a palavra se cumpriu sobre Nabucodonozor, e foi expulso do meio dos homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do ceu, ate que lhe cresceu o cabelo como as penas da aguia, e as suas unhas como as das aves:

34 Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao ceu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altissimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu dominio e um dominio sempiterno, e o seu reino e de geração em geração.

35 E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exercito do ceu e entre os moradores da terra; não ha quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?

36 No mesmo tempo voltou a mim o meu entendimento; e para a gloria do meu reino voltou a mim a minha majestade e o meu resplendor. Buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentada excelente grandeza.

37 Agora, pois, eu, Nabucodonozor, louvo, e exalço, e glorifico ao Rei do ceu; porque todas as suas obras são retas, e os seus caminhos justos, e ele pode humilhar aos que andam na soberba.

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