24Jere51.htm 55:57 24-Jeremias Capítulo : 51

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24-Jeremias Capitulo : 51

1 Assim diz o Senhor: Eis que levantarei um vento destruidor contra Babilônia, e contra os que habitam na Caldeia.

2 E enviarei padejadores contra Babilônia, que a padejarão, e esvaziarão a sua terra, quando vierem contra ela em redor no dia da calamidade.

3 Não arme o flecheiro o seu arco, nem se levante o que estiver armado da sua couraça; não perdoeis aos seus jovens; destrui completamente todo o seu exercito.

4 Cairão mortos na terra dos caldeus, e feridos nas ruas dela.

5 Pois Israel e Juda não foram abandonados do seu Deus, o Senhor dos exercitos, ainda que a terra deles esteja cheia de culpas contra o Santo de Israel.

6 Fugi do meio de Babilônia, e livre cada um a sua vida; não sejais exterminados na sua punição; pois este e o tempo da vingança do Senhor; ele lhe dara o pago.

7 Na mão do Senhor a Babilônia era um copo de ouro, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações; por isso as nações estão fora de si.

8 Repentinamente caiu Babilônia, e ficou arruinada; uivai sobre ela; tomai balsamo para a sua dor, talvez sare.

9 Queriamos sarar Babilônia, ela, porem, não sarou; abandonai-a, e vamo-nos, cada qual para a sua terra; pois o seu julgamento chega ate o ceu, e se eleva ate as mais altas nuvens.

10 O Senhor trouxe à luz a nossa justiça; vinde e anunciemos em Sião a obra do Senhor nosso Deus.

11 Aguçai as flechas, preparai os escudos; o Senhor despertou o espirito dos reis dos medos; porque o seu intento contra Babilônia e para a destruir; pois esta e a vingança do Senhor, a vingança do seu templo.

12 Arvorai um estandarte sobre os muros de Babilônia, reforçai a guarda, colocai sentinelas, preparai as emboscadas; porque o Senhor tanto intentou como efetuou o que tinha dito acerca dos moradores de Babilônia.

13 O tu, que habitas sobre muitas aguas, rica de tesouros! É chegado o teu fim, a medida da tua ganância.

14 Jurou o Senhor dos exercitos por si mesmo, dizendo: Certamente te encherei de homens, como de locustas; e eles levantarão o grito de vitoria sobre ti.

15 É ele quem fez a terra com o seu poder, estabeleceu o mundo com a sua sabedoria, e estendeu os ceus com o seu entendimento.

16 a sua voz, ha grande tumulto de aguas nas ceus, e ele faz subir os vapores desde as extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva, e tira o vento dos seus tesouros.

17 Embruteceu-se todo homem, de modo que não tem conhecimento; todo ourives e envergonhado pelas suas imagens esculpidas; pois as suas imagens de fundição são mentira, e não ha espirito em nenhuma delas.

18 Vaidade são, obra de enganos; no tempo em que eu as visitar perecerão.

19 Não e semelhante a estes a porção de Jaco; porque ele e o que forma todas as coisas; e Israel e a tribo da sua herança; o Senhor dos exercitos e o seu nome.

20 Tu me serves de martelo e de armas de guerra; contigo despedaçarei nações, e contigo destruirei os reis;

21 contigo despedaçarei o cavalo e o seu cavaleiro; contigo despedaçarei e carro e o que nele vai;

22 contigo despedaçarei o homem e a mulher; contigo despedaçarei o velho e o moço; contigo despedaçarei o mancebo e a donzela;

23 contigo despedaçarei o pastor e o seu rebanho; contigo despedaçarei o lavrador e a sua junta de bois; e contigo despedaçarei governadores e magistrados.

24 Ante os vossos olhos pagarei a Babilônia, e a todos os moradores da Caldeia, toda a sua maldade que fizeram em Sião, diz o Senhor.

25 Eis-me aqui contra ti, o monte destruidor, diz o Senhor, que destrois toda a terra; estenderei a minha mão contra ti, e te revolverei dos penhascos abaixo, e farei de ti um monte incendiado.

26 E não tomarão de ti pedra para esquina, nem pedra para fundamentos; mas desolada ficaras perpetuamente, diz o Senhor.

27 Arvorai um estandarte na terra, tocai a trombeta entre as nações, preparai as nações contra ela, convocai contra ela os reinos de Arara, Mini, e Asquenaz; ponde sobre ela um capitão, fazei subir cavalos, como locustas eriçadas.

28 Preparai contra ela as nações, os reis dos medos, os seus governadores e magistrados, e toda a terra do seu dominio.

29 E a terra estremece e esta angustiada; porque os designios do Senhor estão firmes contra Babilônia, para fazer da terra de Babilônia uma desolação, sem habitantes.

30 Os valentes de Babilônia cessaram de pelejar, ficam nas fortalezas, desfaleceu a sua força, tornaram-se como mulheres; incendiadas são as suas moradas, quebrados os seus ferrolhos.

31 Um correio corre ao encontro de outro correio, e um mensageiro ao encontro de outro mensageiro, para anunciar ao rei de Babilônia que a sua cidade esta tomada de todos os lados.

32 E os vaus estão ocupados, os canaviais queimados a fogo, e os homens de guerra assombrados.

33 Pois assim diz o Senhor dos exercitos, o Deus de Israel: A filha de Babilônia e como a eira no tempo da debulha; ainda um pouco, e o tempo da sega lhe vira.

34 Nabucodonozor, rei de Babilônia, devorou-me, esmagou-me, fez de mim um vaso vazio, qual monstro tragou-me, encheu o seu ventre do que eu tinha de delicioso; lançou-me fora.

35 A violência que se me fez a mim e à minha carne venha sobre Babilônia, diga a moradora de Sião. O meu sangue caia sobre os moradores de Caldeia, diga Jerusalem.

36 Pelo que assim diz o Senhor: Eis que defenderei a tua causa, e te vingarei; e secarei o seu mar, e farei que se esgote a sua fonte.

37 E Babilônia se tornara em montões, morada de chacais, objeto de espanto e assobio, sem habitante.

38 Juntos rugirão como leões novos, bramarão como cachorros de leões.

39 Estando eles excitados, preparar-lhes-ei um banquete, e os embriagarei, para que se regozijem, e durmam um perpetuo sono, e não despertem, diz o Senhor.

40 Fa-los-ei descer como cordeiros ao matadouro, como carneiros e bodes.

41 Como foi tomada Sesaque, e apanhada de surpresa a gloria de toda a terra! como se tornou Babilônia um espetaculo horrendo entre as nações!

42 O mar subiu sobre Babilônia; coberta esta com a multidão das suas ondas.

43 Tornaram-se as suas cidades em ruinas, terra seca e deserta, terra em que ninguem habita, nem passa por ela filho de homem.

44 E castigarei a Bel em Babilônia, e tirarei da sua boca o que ele tragou; e nunca mais concorrerão a ele as nações; o muro de Babilônia esta caido.

45 Sai do meio dela, o povo meu, e salve cada um a sua vida do ardor da ira do Senhor.

46 Não desfaleça o vosso coração, nem temais pelo rumor que se ouvir na terra; pois vira num ano um rumor, e depois noutro ano outro rumor; e havera violência na terra, dominador contra dominador.

47 Portanto eis que vêm os dias em que executarei juizo sobre as imagens esculpidas de Babilônia; e toda a sua terra ficara envergonhada; e todos os seus traspassados cairão no meio dela.

48 Então o ceu e a terra, com tudo quanto neles ha, jubilarão sobre Babilônia; pois do norte lhe virão os destruidores, diz o Senhor.

49 Babilônia ha de cair pelos mortos de Israel, assim como por Babilônia têm caido os mortos de toda a terra.

50 Vos, que escapastes da espada, ide-vos, não pareis; desde terras longinquas lembrai-vos do Senhor, e suba Jerusalem à vossa mente.

51 Envergonhados estamos, porque ouvimos oprobrio; a confusão nos cobriu o rosto; pois entraram estrangeiros nos santuarios da casa do Senhor.

52 Portanto, eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que executarei juizo sobre as suas imagens esculpidas; e em toda a sua terra gemerão os feridos.

53 Ainda que Babilônia subisse ao ceu, e ainda que fortificasse a altura da sua fortaleza, contudo de mim viriam destruidores sobre ela, diz o Senhor.

54 Eis um clamor de Babilônia! de grande destruição da terra dos caldeus!

55 Pois o Senhor esta despojando a Babilônia, e emudecendo a sua poderosa voz. Bramam as ondas do inimigo como muitas aguas; ouve-se o arruido da sua voz.

56 Porque o destruidor veio sobre ela, sobre Babilônia, e os seus valentes estão presos; ja estão despedaçados os seus arcos; pois o Senhor e Deus das recompensas, ele certamente retribuira.

57 Embriagarei os seus principes e os seus sabios, os seus governadores, os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão um sono perpetuo, e jamais acordarão, diz o Rei, cujo nome e o Senhor dos exercitos.

58 Assim diz o Senhor dos exercitos: O largo muro de Babilônia sera de todo derribado, e as suas portas altas serão abrasadas pelo fogo; e trabalharão os povos em vão, e as nações se cansarão so para o fogo.

59 A palavra que Jeremias, o profeta, mandou a Seraias, filho de Nerias, filho de Maseias, quando ia com Zedequias, rei de Juda, a Babilônia, no quarto ano do seu reinado. Ora, Seraias era o camareiro-mor.

60 Escreveu, pois, Jeremias num livro todo o mal que havia de vir sobre Babilônia, a saber, todas estas palavras que estão escritas acerca de Babilônia.

61 E disse Jeremias a Seraias: Quando chegares a Babilônia, vê que leias todas estas palavras;

62 e diras: Tu, Senhor, falaste a respeito deste lugar, que o havias de desarraigar, ate não ficar nele morador algum, nem homem nem animal, mas que se tornaria em perpetua desolação.

63 E acabando tu de ler este livro, atar-lhe-as uma pedra e o lançaras no meio do Eufrates;

64 e diras: Assim sera submergida Babilônia, e não se levantara, por causa do mal que vou trazer sobre ela; e eles se cansarão.

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